terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sem chão

So em ti é meu refugio
Onde eu estiver para cima vou olhar
Uma xícara de café
com um biscoito na mão
Um punhado de fé
em um caminho sem chão
Longe me perco, de tão perto esta
Voando sem graça
Na voz do incerto.
Em um silencio de um inocente
Na vida que passa, sem olha para traz.
Arriscada cada vez mais
A ponto de pairar no ar,
Sustentando a revolta
Enxugando as lagrimas
Das lágrimas soltas.
Que Queiram ceifar
De um suspiro sem fim
Que por dentro nos rasga
E assim meio sem chão, meio sem ar
Mordendo dilemas e controversas a ressaltar.
Se faz oportuno.
Lancei-me ao vazio
Do vazio de mim
Isso se torna um leito sem rio
Tão seco, tão triste e tão frio
Esperando o motim.
Esbarrei na dureza de cada ser sem fim
Do doce final
Tão forte, Tão morta e tão presa
Esta dura natureza.
Nos passos frágeis
Nos apertar das mãos
Um punhado de café
Uma passo sem chão
Morreram é verdade
E assim me salvei
Do tempo da idade
Do cedo e do tarde
Que nunca abracei.


2 comentários:

  1. Querido Irmão:

    Às vezes, ficamos sem chão, para aprendermos a colocar nossos sonhos, inquietações, momentos de aflições, solidão...Aos pés do Senhor em oração.

    Quando oramos,temos fé,sabemos que Ele sempre está atento a nos ouvir, tocar; providenciando um novo caminho,chão a nos guiar!

    Ao aflito livra da sua aflição, e na opressão se revela aos seus ouvidos.
    Jó 36:15

    Um abraço,
    Que seu chão seja firmado na Rocha,
    Sem se abater na maior aflição!

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  2. O verso "uma chícara de café" com certeza foi em homenagem ao meu blog! Valeu, Irmão!!! rsrs

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