sábado, 19 de fevereiro de 2011

SÓ DE SACANAGEM

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

Elisa Lucinda

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pra rua me levar

Não vou viver, como alguém
Que só espera um novo amor
Há outras coisas
No caminho a onde eu vou...
As vezes ando só
Trocando passos
Com a solidão
Momentos que são meus
E que não abro mão...
Já sei olhar o rio
Por onde a vida passa
Sem me precipitar
E nem perder a hora
Escuto no silêncio
Que há em mim e basta
Outro tempo começou
Prá mim agora...
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...
É!
Mas tenho ainda
Muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz
E que ainda não cumpri
Palavras me aguardam
O tempo exato prá falar
Coisas minhas, talvez
Você nem queira ouvir...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

So uma faísCa

Soa em meus ouvidos uma grande explosão
Não só para meus ouvidos mais também para todos os corações
É algo que esta nos chamando e consumindo aos poucos
Sem ter uma direção
Sem saber onde deve ir
Só sabemos que vai invadindo
Invadindo por completo, nos deixando cansados

A uma explosão com centelhas incandescidas
E quando projetada ao longe
Viram somente faíscas luminosas, sem cor e sem forma lançando para fora
Quando a fogo e luzes, misturado se no céu de cada manhã com um brilho insistente
Olhando essa pequena centelha
So preciso de uma faísca
Agora vou seguir com a verdade
Deixando o fogo e a luz invadir por completo, sem me fazer ficar cansado  

12 horas de viDa

Só tenho hoje para falar
Não medirei as palavras
Não seguirei nenhuma regra
Acordarei bem cedo onde tudo começa

Em 12 horas o sol vai brilhar
Sei que mais forte vai me mostrar
Um novo amor onde encontrar
Para um bom começo, comemorar

Vou pular de bung jump
Vou desse em um escorrega
Vou sujar minhas mãos na lama
Vou fazer tudo sem pressa

Quero contar tudo o sei
Sem omitir ou pestanejar
Somente vou falar
Aquilo que um dia haverá

Que um novo amor vai brotar
Que 12 horas já vai se acabar
Por que em casa tenho que esta
Para amanham de novo acordar

Renisson maia